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História do ensino da arte no Brasil
está marcada pela dependência cultural:
Barroco: primeiro produto cultural
brasileiro de origem erudita.que eram a única educação artística na época
Primeira institucionalização do ensino
de arte com o modelo neoclássico;invasão cultural de cunho elitista.
Joachim le Breton(chefe da Missão)- Escola de Ciências
Artes e Ofícios(1816)- planos de cunho mais popular; repetição dos modelos de
ensino de atividades artísticas ligadas a ofícios mecânicos; conciliar
métodos e objetivos de ensino de arte comuns às corporações e às
academias.Introdução do desenho criativo no treinamento das escolas pra
trabalhadores manuais e o ensino da geometria; casamento entre as belas artes
e as indústrias. Escola Imperial das Belas-Artes(1826) inaugura a
ambigüidade entre educação de elite e popular. Na educação artística
Incorporou o dilema entre arte como criação e como técnica.
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Manuel José de Araújo Porto Alegre, em 1855, procurou revigorar a
educação elitista estabelecendo duas classes de alunos,o
artesão e o artista.
As tentativas de inclusão da formação
do artífice na instituição falharam por ser uma espécie de concessão da elite
à classe obreira.O Liceu de Artes e Ofícios de Bethencourt da Silva(1856)
e outros ao mesmo modelo exerceram a tarefa de formar não só o artífice mas
os artistas de classes operárias.
A arte foi incluída em 1811 no
currículo do colégio do Padre Felisberto Antônio Figueiredo de Moura, uma
escola para rapazes no Rio de Janeiro que determinou o modelo de educação
para meninos de alta classe na época. Até 1870 pouco se contestou o
modelo de ensino da arte da Academia Imperial das Belas Artes, que foi em
parte utilizado pela escola secundária, imperando a cópia de retratos, santos,
estampas, em geral européias, levando alunos a valorizar a natureza européia
e depreciar a nossa.
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O Ensino de arte anti-elitista
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A partir de 1870,liberais defenderam a
idéia de que uma educação popular para o trabalho deveria ser o principal
objetivo da arte na escola e iniciaram uma campanha para tornar o desenho
obrigatório no ensino primário e secundário. Inicio do ensino do desenho
industrial na escola.
Partido Republicano abriu uma fase de severas e
sistemáticas críticas contra muitos aspectos da organização do Império, incluindo
a situação educacional.
Walter Smith defende a popularização do ensino da
arte como preparatório para o design,sendo dua ideologia destacada em notícias
e artigos pelo O Novo Mundo,jornal de grande importância cultural na época.
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Rui Barbosa subscreveu as idéias de Smith nos
Pareceres sobre a reforma da educação primária e secundária.
Abílio César Pereira Borges,inspirado
por Rui Barbosa, publicou uma Geometria
popular propondo o alfabeto do desenho,seguindo orientações de Smith.
Os positivistas, atrelados ao
evolucionismo, defendiam a idéia de que a capacidade imaginativa deveria ser
desenvolvida na escola através do estudo e cópia dos ornatos.
Os liberais conseguiram impor sua diretriz ao ensino do desenho
na escola secundária através da reforma educacional de 1901,através do Código
Epitácio Pessoa,com as propostas de Rui Barbosa e dos Pareceres.O modelo de
Smith passa a imperar nos ginásios e permanecem quase imutáveis até 1958.
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Educação primária e a escola se tornam
o centro das atenções reformistas; princípio liberal de arte integrada no
currículo, de arte na escola para todos; defendia a idéia da arte como
instrumento mobilizador da capacidade
de criar ligando imaginação e inteligência. Interpretações diversificadas das
idéias de John Dewey conduziram a caminhos distintos o ensino da arte no
Brasil: à observação naturalista;à arte como
espressão
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de aula;como introjeção da apreciação dos elementos do desenho.
Mário de Andrade cria ateliês para
crianças quando exerce a função de Secretário da Cultura de SP em 1936 , Anita
Malfati cria classes de arte tendo orientação baseada na livre expressão
e no espontaneísmo,Jornal A Tarde cria Escolas de Arte para crianças
bem dotadas em arte;mudanças cuja disseminação foi interrompida pelo golpe
que instituiu a ditadura do Estado Novo.
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Os primeiros escritos naturalistas
foram os que maior influência exerceram sobre arte/educação no Brasil. Arte
como experiência consumatória. Propôs relações entre filosofia, arte e
educação na primeira metade do século XX. Dois conceitos relacionados: o de
conhecimento , que Dewey entende o processo pelo qual se descobre relações
entre informações anteriores e novas situações, permite relações com fatos
crus da existência, envolve atividade do sujeito que conhece, de pensamento e
movimento do corpo; e o conceito de experiência que é uma mediação fundamental
para se compreender o conhecimento, é entendida como uma ação refletida, intencional,
planejada, que
requer a percepção dos fins para que seja possível julgar os meios e os produtos a serem criados. A experiência de
conhecimento só é de fato experiência quando aquele
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que se põe a conhecer tem a oportunidade de perceber
integralmente objeto a ser conhecido estabelecendo relações com o que já
sabe;requer uma ação ativa do sujeito que aprende e um pensar e agir
compreendendo o todo. A experiência, assim, não é algo fragmentado e descontínuo, é
uma totalidade, porque abarca a individualidade de cada sujeito que aprende,
as interações que realiza em seu contexto cultural, as relações que
estabelece entre seus saberes, seus signos, seus valores e as relações que estabelece
produzindo sentidos sobre os novos desafios postos pela experiência. a escola não pode ser uma preparação para a vida, mas sim, a
própria vida. Assim,para ele, vida-experiência e aprendizagem estão unidas,
de tal forma que a função da educação
encontra-se em possibilitar à quem aprende uma reconstrução
permanente da experiência.
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Divulgador do pensamento estético de Dewey,
defendeu sua tese de cátedra onde enunciava o
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chamado método espontâneo-reflexivo para o ensino da
arte; deixar a criança se expressar livremente. Críticas,
sugestões e perguntas, excitando a consciência do que fez e do que deve
fazer.
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Orientação metodológica influenciada
por Dewey; concepção de desenho como integração de corpo e mente,experiência
e raciocínio,gesto e visão,vida e símbolo,indivíduo e meio ambiente,sujeito e
objeto. Era centrada na idéia de integração
orgânica da esperiência.
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Propunha a apreciação dos elementos do desenho em movimento; o
importante na representação gráfica não é a descrição de detalhes realísticos
mas a expressão da linha. No Brasil, sua influência se deu pelos resultados
dos trabalhos das crianças e não pelas suas idéias,começando-se a ensinar as
crianças desenhos esquematizados, copiados da lousa.
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No livro Escola nova brasileira:esboço
de um sistema, ele dá os pressupostos teóricos da Reforma Craneiro Leão e
muitos exemplos práticos de aulas, a função da
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arte está precisamente
delineada, invocado de arte como “experiência consumatória” de Dewey; experiência
final,conclusiva. a arte era usada para ajudar a criança a organizar e fixar
noções apreendidas em outras áreas de estudo.
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Arte como atividade extracurricular(1930)
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Encontramos as primeiras tentativas de
escolas especializadas em arte para crianças e adolescentes, inaugurando o
fenômeno da arte como atividade extracurricular. Em São Paulo, foi criada a
Escola
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Brasileira de Arte, as crianças das escolas públicas de oito a catorze anos, com
talento podiam gratuitamente estudar música, desenho e pintura. A orientação
era vinculada à estilização da flora e fauna brasileiras.
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Sua contribuição foi muito importante
para que se começasse a encarar a produção pictórica da criança com critérios
investigativos e à luz da filosofia da arte Seus artigos de jornal muito
contribuíram para a
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valorização da atividade
artística da criança como linguagem complementar, como arte desinteressada e
como exemplo de espontaneísmo expressionista a ser cultivado pelo artista.
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Interrompe o desenvolvimento da Escola
Nova. Retorno do desenho geométrico na escola
secundária, desenho
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pedagógico e cópia de
estampas.Inicio da pedagogização da arte na escola.
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Arte para
liberação emocional
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A partir de 1947 começam a aprecer
ateliês para crianças orientados por artistas que tinham como objetivo
liberar a expressão da criança, fazendo com que ela se manifestasse
livremente sem interferência do adulto. Augusto Rodrigues cria a Escolinha de
arte do Brasil no RJ recebendo aprovação e incentivo de educadores envolvidos
no movimento de redemocratização da educação; tendo enorme influência
multiplicadora,constituindo-se no Movimento Escolinhas de Arte. Usando
principalmente argumentos psicológicos, o MEA tentou convencer a escola comum
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da necessidade de deixar a criança se expressar livremente usando lápis, pincel, tinta, argila etc. Noêmia
Varela, criadora da Escolinha de Arte do Recife e diretora da Escolinha
de Arte do Brasil foi a grande influenciadora do ensino da arte em direção ao
desenvolvimento da criatividade, que caracterizou o modernismo em
Arte/Educação.
A Lei de Diretrizes e Bases de
(1961), eliminando a uniformização dos programas escolares, permitiu a
continuidade de muitas experiências iniciadas em 1958, mas as idéias de introduzir
arte na escola comum de maneira mais extensiva não frutificou.
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Perseguiu professores e escolas
experimentais foram aos poucos desmontadas sem muito esforço;a prática de
arte nas escolas públicas primárias foi dominada, em geral, pela sugestão de
tema e por desenhos alusivos a comemorações cívicas, religiosas e outras
festas. Em1969, a arte fazia parte do currículo de todas as escolas
particulares de prestígio, seguindo a linha metodológica de variação de
técnicas.
Eram, porém, raras as escolas públicas
que desenvolviam um trabalho de arte. entre 1968 e 1972), em escolas
especializadas em ensino de arte, começaram a ter lugar algumas experiências
no sentido de relacionar os projetos de arte de classes de crianças e
adolescentes com o desenvolvimento dos processos mentais envolvidos na criatividade,
ou com uma teoria fenomenológica da percepção,ou ainda com o desenvolvimento
da capacidade crítica ou da abstração
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e talvez mesmo com a análise dos elementos do desenho.Um certo contextualismo social começou
também a orientar o ensino da arte especializada,
podendo-se detectar influências de Paulo Freire na experiência
da Escolinha de Arte de São Paulo.
1971-Educação Artística se torna componente obrigatório nos
currículos.
Reforma Educacional estabelece um novo conceito de ensino de
arte:a prática da polivalência.
1973-São criados cursos de graduação em Educação Artística e
licenciatura em artes plásticas,com duração de dois anos preparando
professores aligeirados que ensinassem todas as artes ao mesmo tempo. Após
este curso,o professor poderia continuar seus estudos em direção à
licenciatura plena, com habilitação específica em artes plásticas, desenho,
artes cênicas ou música.
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1980-1990- Pedagogia sociopolítica;
Estudos teóricos críticos; Escola Pública competente.
A Semana da Arte e Ensino fortifica os
arte/educadores. É criada na Pós-Graduação em Arte a linha de pesquisa em
arte/educação na USP constando de doutorado, mestrado e especialização, com a
orientação de Ana Mae Barbosa.
1990- Proposta Triangular- foi
sistematizada a partir das condições estéticas e culturais da
pós-modernidade.
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A pós-modernidade em arte/educação caracterizou-se pela entrada da imagem, sua decodificação e
interpretações na sala de aula junto com a já conquistada expressividade.
PCNs – ARTE como disciplina;Arte como conhecimento.
1990-2000- Construtivismo.O conhecimento se constrói na relação
= Aluno – professor - processos sociais
1996- LDB vigente
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O
universo cultural de cada ser humano, marcado por valores, teorias, crenças,
consciência ingênua e consciência crítica, é conjunto denso do qual são
retirados códigos e referências para leitura do mundo. Cada ser humano é um
ser capaz de saber anteriormente à escolarização, um ser que elabora
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saberes no
cotidiano que o habilitam para ler, interpretar e pronunciar o mundo. Não há
hierarquia entre os saberes: os saberes do cotidiano são tão importantes
quanto os saberes escolares,
científicos e filosóficos. Todo conhecimento tem início com
curiosidade.
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Todo desenvolvimento de competências é
pessoal e
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exige profunda pessoalidade para
mergulho intelecto-emocional na ação que provoca este desenvolvimento
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A formação é processo no qual a pessoa
em formação se permite influenciar pelos mestres,pelas experiências
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de vida.” A formação é uma viagem
aberta...a experiência formativa e a experiência estética não são
transitivas...”(Larrosa.2003)
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Abordagem de formação
experiencial.Utiliza a imagem “caminhar para si”;a formação é uma viagem,uma
mudança de lugar,na qual viajante e percurso se transformam mutuamente. O professor, ao narrar suas
experiências de vida em arte-educação o faz em ação de repensar e dar sentido
à história narrada, compreendendo-se como pertencente a um período, a uma
comunidade, inserido em um meio sócio cultural,
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possibilitando, assim, revelar-se e
revelar os contextos nos quais se forma.Tomadas de consciência que resumem o
processo de caminhar para si: Consciência dos referenciais, consciência da
cosmogonia na qual nos inscrevemos e do seu caráter cultural, consciência da
nossa maior ou menor disponibilidade para com referenciais novos e
consciência das situações, dos acontecimentos, dos encontros que colocaram em
questão ou fizeram evoluir os nossos referenciais, da crise epistemológica
que eles provocam e reajustamentos que foram feitos.
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Teoria que alia vida e conhecimento
bem como o conceito de autopoiesis (criação de si). Entende que um sistema
vivo está constantemente se autoproduzindo, autorregulando sua forma de
existir em resposta aos desafios que seu meio estabelece.
Conhecimento é o processo de reação e
auto-criação em um meio, pois é preciso tomar conhecimento dos
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desafios impostos externamente para
inventarem novas formas de ser internamente. A vida é processo de
conhecimento e criação permanentes. Processos de linguagem são fundamentais
para a autopoiesis; linguagem é um processo constituído por tudo que
caracteriza o organismo em sua capacidade de receber e expressar-se no mundo,
com o mundo; para os humanos inclui movimento, emoção e lógica.
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Definiu a Andragogia como campo de
estudos voltados
para investigar aprendizados de
adultos e para formular princípios que pudessem ajudar o adulto a aprender.
Um primeiro pressuposto refere-se ao fato de que os adultos são motivados a
aprender na medida em que experimentam que suas necessidades e interesses
podem ser satisfeitos. O segundo pressuposto afirma que a orientação de
aprendizagem do adulto está centrada na vida; por isto as unidades
apropriadas para se organizar seu programa de aprendizagem são situações de
vida e não apenas disciplinas clássicas sobre conteúdos científicos e
filosóficos. Um terceiro
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pressuposto traz que a experiência é a
mais rica fonte para o adulto aprender; por isto, o centro da metodologia da
educação do adulto é a análise das experiências. O quarto pressuposto diz que
adultos também têm necessidade de serem liderados por mediadores; por isto, o
papel do professor é engajar-se no processo de mútua investigação com os
alunos e não apenas transmitir-lhes informações e depois avaliá-los sem que
possam analisar e problematizar informações. E finalmente, as diferenças
individuais entre pessoas crescem com a idade; por isto, a educação de
adultos deve considerar as diferenças de estilo, tempo, lugar e ritmo de
aprendizagem.
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Teorias
Essencialistas da Arte
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Defendem a existência de propriedades
essenciais comuns a todas as obras de arte e que só podem ser
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encontradas nas obras de arte. A obra
de arte teria uma objetividade capaz de impor critérios universais para sua
interpretação e valoração.
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Terias da
Indefinibilidade da Arte
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Negam o caráter objetivo e universal
da obra de arte.
Três vertentes:
-Teoria do conceito aberto de
Morris Weitz- fechar o conceito da arte é inútil,uma vez que isso
excluiria a própria noção de criatividade na arte e na busca de conhecimento
sobre arte.Cada época,cada filosofia de arte, tentou estabelecer o seu ideal
que foi contestado por uma nova teria; as teorias não chegam a uma visão
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definitiva sobre arte.
-Teoria institucional de George
Dickie- o mundo da arte, as escolas, as sociedades dizem o que é arte
historicamente, não existindo uma definição universal, válida para todos os
contextos.
-Teoria Simbólica de Goodman- É arte quando provoca sensibilidade,
conhecimento ,questionamento de padrões estéticos. Todos os objetos podem
funcionar como símbolos estéticos e arte assume vários modos de ser, assim
como o mundo.
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Arte é construção, conhecimento e
expressão. É produção que exige técnica, mas não se reduz à técnica. Supõe
trabalho de transformação e criação; é fazer que contempla regras de
linguagem, técnicas de criação para superação de limites, em diálogo com a
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realidade para criar outras
realidades. Imitar ou transformar o real, criando formas e significados que
geram sentidos e provocam perguntas, bem como criar formas de dizer e
externar emoções e conhecimentos são atributos do fazer artístico.
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Duas
afirmações para uma aproximação ao entendimento da palavra arte: arte como relato aberto e como condensado
de experiências. É construção narrativa que elege certos elementos para
construir significados, deixando outros de fora. É preciso despojar a arte e suas obras da
dimensão transcendental na qual a tradição moderna as havia
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colocado e compreendê-las como relato aberto,
como investigação criativa e condensado de experiências que permite
compreensão da arte como materialização estética de todo um sistema de
crenças, valores, formas, projetos e sensibilidades individuais e coletivas.
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Constitui o termo psicanálise e suas
bases centrais que fundamentam o entendimento de que há conflito entre
impulsos baseados no princípio do prazer- ou libido ou impulso vital- e
superestruturas morais derivadas de proibições pertinentes á vida social e à
imersão em meio cultural humano que é o princípio de realidade. Este conflito
engendra sonhos, mecanismos de defesa e doenças. A personalidade se
caracteriza por: id (regido pelo princípio do prazer abarca impulsos vitais
como o libido, lugar privilegiado de fundação do desejo), ego (regido pelo
princípio da realidade é marcado por racionalidade e capacidade reflexiva) e
superego (desenvolve a partir de conhecimento moral e valores socialmente
transmitidos ao indivíduo). O inconsciente pode ser pensado como um universo
autônomo em relação à consciência e capaz de determinar comportamentos. Os
mecanismos de defesa mapeados pela psicanálise são: repressão, recalque,
racionalização, regressão, deslocamento, fantasia, compensação, negação,
projeção, sublimação. Freud entendia que a produção científica, filosófica e
artística
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fundam-se neste processo de sublimação
que institui a arte como um processo de subdtituição de alvos de desejo na
qual impulsos associados à libido e sexualidade são substituídos por impulsos
ou instintos legitimados socialmente. A energia vital que nos impele para
satisfação de nossa libido é assim transformada em energia que se volta para
criação artística, científica e de narrativas e rituais religiosos que oferecem
sentidos à nossa existência e a de nossos grupos de pertencimento.
Em uma segunda afirmação, a arte, além
de sublimação, é oportunidade de contato com expressões associadas ao lado
sombrio do nosso ser. Imaginação e fantasia são processos centrais nesta
transformação de desejos, sobretudo, em expressões da arte. Outra afirmação
aborda a ambiguidade entre razão e emoção, entre pensar e sentir uma obra. Freud não se permitiu enclausurar sua
investigação sobre arte em uma definição única e geométrica, assim como não o
fez com reflexão sobre a importância desta para o ser humano passível de ser
psicanalisado.
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Sugere que há uma ambiguidade por
parte de Freud diante da produção artística
que fundamenta-se em duas alternativas para a relação psicanálise e
arte, a primeira entende que arte poderia favorecer uma
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prática psicanalista objetivando
encontrar essência anterior à obra escondida sob as formações inconscientes;
a segunda alternativa teria como referência a atualidade da obra, o sentido é
dado assim por quem vê ou pelo artista que fala sobre sua obra.
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